My Center Is Not in the Solar System | Performances | Mosteiro São Bento da Vitória | Claustro MSBV | sábado | 03 out 2026 | 16:00
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Sector
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P. Un.
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Livres
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Claustro
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10,00€
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167
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O Fim das Possibilidades
Teatro Nacional São João
de Jean-Pierre Sarrazac
tradução de Isabel Lopes
prefácio de Jean -Pierre Sarrazac
O fim das possibilidades é o contrário da abertura dos possíveis, a sua exclusão. Essa impressão, fortemente vivenciada de há alguns anos a esta parte no nosso espaço europeu, de nos encontrarmos fechados num presente estagnante - sem relação com um futuro nem com o passado - onde estaríamos condenados a viver. Um presente à porta fechada, confinado. Uma prisão. Um lugar que se degrada dia após dia, tornando-se mais opressor e mais insuportável. (Da nota do autor, neste livro)
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Terno e Cruel
Teatro Nacional São João
de Martin Crimp
tradução de Pedro Galiza
prefácio de Maria Sequeira Mendes
No início de Terno e Cruel (2004), uma mulher segura uma almofada branca, mais tarde são-lhe oferecidos crisântemos brancos, e no final alguém lê que "a vergonha e a verdade vão vestir de branco" e abandonar os mortais. O branco é terno e cruel, símbolo de alvura e de luto. Reescrevendo Traquínias, de Sófocles, no rescaldo da Guerra do Iraque, Martin Crimp desdobra os destinos de Dejanira e Héracles nas personagens Amelia e General, assombrados pela causa e efeito de um genocídio contemporâneo algures na África subsariana. Desenham-se dois universos aparentemente distintos o da tragédia doméstica e o da guerra , que se confrontam no exílio de uma casa temporária, um não-lugar, um espelho da falência moral de um mundo movido a mentiras. E o amor? Em Terno e Cruel, o amor é uma arma de destruição em massa, um aguilhão oculto perto do coração.
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Emilia Galotti
Teatro Nacional São João
de Gotthold Ephraim Lessing
tradução e prefácio de João Barrento
[Emilia Galotti] é uma das poucas obras "modernas" fria e clara, sem os excessos já românticos do próprio Werther [de Goethe] do seu tempo; de uma obra que coloca a situação trágica sob a luz da modernidade possível na época: a da escolha da morte livre, e não do suicídio (a língua alemã distingue mais claramente entre as duas coisas). Por razões éticas, e não por sujeição a um qualquer "destino". É a paradoxal, já o dissemos afirmação do sujeito burguês na pessoa de uma personagem de mulher à primeira vista (e durante quase toda a acção, à excepção do final) apagada e distante, sem presença e dependente. Mas Emilia, como Werther, revela a força das suas fraquezas ao mostrar (contra a ideologia dominante da família patriarcal transformada em microcosmo que espelha a própria sociedade) que não se nasce nem se morre apenas por um determinismo biológico, por obra e graça de um destino imponderável (antigo) ou radicado no próprio carácter (moderno, shakespeariano), mas por decisão.
João Barrento Do Prefácio
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Longa Jornada Para a Noite
Teatro Nacional São João
de Eugene O'Neill
tradução e prefácio de Luísa Costa Gomes
Eugene ONeill compôs esta "peça de antigas penas, escrita a lágrimas e sangue" entre 1939 e 1941, mas Longa Jornada Para a Noite só seria publicada e representada postumamente, em 1956, a pedido do autor. Texto-testamento ou peça-exorcismo, como se ONeill fizesse suas as palavras de Jamie, um dos quatro membros da família Tyrone: "Não consigo esquecer o passado. Esse é que é o inferno." Longa Jornada Para a Noite é um dos mais poderosos retratos teatrais da família disfuncional, obra central da dramaturgia psicológica moderna. Acorrentados uns aos outros por sentimentos de rancor, culpa e recriminação, os Tyrones são criaturas a um tempo vulneráveis e implacáveis, sarcásticas e melancólicas, gagas e eloquentes. "Gaguejar é a eloquência nativa da nossa gente, o povo do nevoeiro."
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Despesas de Representação
Teatro Nacional São João
Despesas de Representação Ditos e Escritos (1975-2025)
de Ricardo Pais
organização editorial Pedro Sobrado
"Numa das minhas recentes insónias, estive a ler sobre o nada e sobre o infinito", confessa Ricardo Pais na Conferência Improvisada, publicada no Manual de Leitura de al mada nada, em 2014. Do nada ao infinito, cabem cinquenta anos de intensa criação artística e um vastíssimo conjunto de documentos produzidos pelo encenador, que facilmente se converteria numa biblioteca com vários volumes. Despesas de Representação: Ditos e Escritos (1975-2025) propõe, num só livro, uma criteriosa seleção de textos e entrevistas, até agora dispersos ou mesmo indisponíveis, cujo valor excede a circunstância que lhes deu origem. Com organização editorial de Pedro Sobrado, Despesas de Representação é uma tentativa de ordenar esse incomensurável legado, reconstituindo não só o pensamento de um dos nossos mais ousados e instigantes criadores cénicos, mas também um capítulo importante da história teatral dos últimos 50 anos. "Ler até tresler é parte da nossa profissão", diz uma das atrizes de Madame, de Maria Velho da Costa, que Ricardo Pais encenou em 2000. Livros como este convidam a não menos do que isso: ler até tresler. Do nada ao infinito.
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O Começo Perdido: Mixtape #1
Teatro Nacional São João
de Pedro Martins Beja
tradução de Helena Topa
posfácio de Florian Hirsch
O texto, desenvolvido em parte como work in progress, em conjunto com o ensemble composto por Hana Sofia Lopes, Fábio Godinho, Jorge Mota, Markus Steinkellner, Matthias Koch e por Florian Hirsch, durante os ensaios no Théâtre National du Luxembourg, leva-nos numa viagem ao inquietante, ao reprimido e ao inconsciente. Uma viagem que, no final, se vai, porventura, "dissolver numa última recordação". Para lá das ligações concretas com o Luxemburgo e Portugal, a peça dá constantes indicações que ultrapassam este contexto particular. No local descobre o global, no biográfico, o geral, na solidão individual, a solidão metafísica. Os seus temas, sobretudo o da identidade e respetiva busca, e a experiência da estranheza, são universais, sendo que esta última, associada à experiência da xenofobia, é, infelizmente e logo para começar, comum às pessoas com história de migração. (Do Posfácio)
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Tragicomédia de Dom Duardos
Teatro Nacional São João
de Gil Vicente
tradução e notas de Mário Barradas, Margarida Vieira Mendes
Prefácio de Margarida Vieira Mendes
Tragicomédia de Dom Duardos inaugura um novo género de teatro na obra de Gil Vicente: o das tragicomédias. Ao partir da novela de cavalaria Primaleón, redimensionando sequências e introduzindo muita música, Vicente faz de Dom Duardos um tratado de amor. Através de um jogo de espelhos entre três pares o aristocrático (Duardos/Flérida), o seu reverso (Camilote/Maimonda) e o casal Julião/Constança Roiz e três lugares (a corte, a horta e a viagem no mar), o estado amoroso é glosado nos seus excessos e paradoxos. O amor feminino ganha especial importância, manifestando-se em Flérida como luta interior de recusa e de entrega. O romance cantado no final conclui com a "sentença" que proclama o amor como valor em si próprio: "que contra morte e amor/ ninguém não tem mais valia." Foi a peça escolhida por Ricardo Pais para a sua primeira encenação no Teatro Nacional São João.
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O Pelicano
Teatro Nacional São João
de August Strindberg
tradução e prefácio de João Paulo Esteves da Silva
"Sede bem-vindos à vossa nova casa/ Mas não exijais nada de novo." Em 1907, com O Pelicano, Strindberg inaugura o Teatro Íntimo, essa "câmara propícia às confidências", para melhor dar a ver o que sempre o moveu: "A velha lenda da vida/ Em todas as suas faces e também em seus horrores/ O bem e o mal, a grandeza e a mesquinhez/ Intimamente." Em O Pelicano, assistimos à decomposição sem remédio de uma família, onde a exposição das mentiras e a queda das máscaras que a assombraram se revelam como prenúncio da catástrofe final. As personagens são exemplares trágicos de uma "ilusão útil", de uma espécie invertida de sonambulismo que lhes escancara a realidade, mas do qual não querem acordar Os Sonâmbulos foi o título de trabalho desta peça. É pelo fora de cena que a tragédia se insinua: ouvem-se gritos, uivos, vento, chuva, portas e janelas a bater, e música. Os três trechos musicais escolhidos por Strindberg para abrir cada "acto" pontuam a progressiva desesperança de salvação.
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O Balcão
Teatro Nacional São João
de Jean Genet
tradução e prefácio de Regina Guimarães
Chantal: Eles só sabem lutar e tu só sabes amar-me. é o papel que aprendeste a interpretar. Mas comigo é diferente. Para alguma coisa o bordel me serviu, pois que me ensinou a arte de representar e de fingir. Tive de interpretar tantos papéis que os conheço quase todos. E tive tantos partenaires Roger: Chantal! Chantal: E alguns tão sabidos e tão retorcidos, tão eloquentes, que a minha ciência, a minha manha, a minha eloquência são incomparáveis. Posso tratar por tu a Rainha, o Herói, o Juiz, o Bispo, o General, a Tropa heróica e enganá-los. Roger: Conheces todos os papéis, não conheces?
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Noite de Reis ou Como Lhe Queiram Chamar
Teatro Nacional São João
de William Shakespeare
tradução, prefácio e notas de António M. Feijó
Uma rapariga disfarça-se de pajem e intercede, junto de uma mulher, em nome de um homem.
A este nó central enreda-se um entrecho secundário, dramatizando-se assim uma teia de deliberados logros sobre a circulação do desejo. Shakespeare tece esta comédia sob uma "luz terna e lenta", mas não esconde linhas de sombra, que tanto sublinham a "sexualidade cansada" das suas personagens como a indecidibilidade da verdade. Diz o bobo: "A verdade não a posso expor sem palavras, e as palavras tornaram-se de tal modo falsas, que me repugna travar-me de razões com elas." Peça contemporânea de Hamlet, Noite de Reis faz da sua "imponderabilidade mozartiana" um contraponto à natureza sanguínea das grandes tragédias do autor. A tradução, originalmente feita para a encenação de Ricardo Pais, é de António M. Feijó, que a reviu para esta edição.
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Elogio do Teatro
Teatro Nacional São João
de Alain Badiou com Nicolas Truong
Tradução, prefácio e notas Edmundo Cordeiro
"O teatro foi sempre violentamente atacado: há milénios que o teatro está sob suspeita, é objecto de interdição pelas igrejas, atacado por filósofos célebres como Nietzsche ou Platão, considerado por autoridades diversas como susceptível de actividade subversiva ou crítica. Esteve ligado à maior parte dos grandes empreendimentos revolucionários, que muitas vezes criaram um teatro no decorrer da sua existência. Ele está instalado, mas de uma maneira que convém proteger e amplificar. [] Temos inevitavelmente de regressar à distinção [] entre o domínio da arte, invenção de formas novas adequadas a um distanciamento em relação àquilo que nos domina, e o domínio do divertimento, que é uma parte constitutiva da propaganda dominante. O teatro exige que se active fortemente esta distinção. Porque ele é, como proclama Mallarmé, uma arte superior."
Alain Badiou
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